Tags

Desenho flores em meu caminho
onde encontro pedras e cal
e um sorriso no canto da folha,
onde a lágrima caiu.

Insisto em não enxergar as sombras…
elas se debruçam sobre mim,
plantam a angústia que ora cala, apenas,
ora sufoca,
que ignoro.

Desenho sem parar
palavras com rimas fáceis,
rostos de simples grafismo,
esquivo-me da folha em branco,
do toque surdo,
do silêncio que ocupa o espaço
em que estou.

Me pergunto, entretanto,
como minha sufocante lucidez
me fez cega
e surda
me fez triste
e inculta

apagada

Eu me calo
mas queria ser feliz.