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O mundo ficará

quando eu partir.

 

Para onde vou

não sei se me lembrarei

do que vivi

naquele parque,

aqui.

 

Para onde vou

talvez nem leve registros –

se tudo acaba,

se vai o que sinto,

não sei.

 

Sobra apenas

incontestável verdade:

o mundo permanecerá.

 

Mudança após mudança,

se reinventará.

 

Como aceitar q somos

– nós, não as coisas –

transitórios?

Que passamos,

sumimos,

acabamos?